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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Manacá

Dia especialmente doloroso. Foi um dia de lembranças. Perdi a maior cantora que ví surgir nos últimos 50 anos. Penso que depois de Janis Joplin, foi a que mais me impressionou. Amy, gosto de chamá-la assim, era fenomenal. O estrago no mundo da música foi sentido. Todos os amigos músicos que conheço foram unânimes: ela era genial. Todos a respeitavam. Era um ídolo de todos. Um ícone. Uma referência. Eu usei uma frase do Nelson Motta no meu FB perfeita: A maior cantora do século 21. Sem qualquer sombra de dúvida. E está sendo com grande tristeza que tenho assistido as mais diversas piadas e chacotas com a sua tragédia. Geralmente parte de alguém que não conhece o mínimo de música, de arte ou de respeito pelo ser humano. Independente da tragédia pessoal que era a vida dela. E era dela. Era uma criatura abençoada pelo dom de cantar. E o fazia com extrema facilidade. Algo que muita gente não consegue com anos de prática. Não é momento de se discutir o que a levou, quem a levou ou como foi que morreu. O momento é de reverência ao maior talento prá música que já fomos presenteados nestes tempos de absurda mediocridade.

P.S. Escrito no dia do falecimento de Amy e guardada nos rascunhos. Hoje vejo a Adele e não posso me furtar de comentar q vem no rastro de aMY...

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